Amendoins, matulão e presunto

•April 7, 2009 • Leave a Comment

Existem amendoins e existe Matulão.

Uma grande diferença em alguns momentos, especialmente naqueles em que se pede e um empregado fica sem saber o que dizer e pergunta: desculpe, não percebi!

Apos a repetiçao do pedido, recebe-se (quase sempre) um Não meio incredulo acompanhado por um olhar indefinido.

E existem amendoins sem nome, sem marca acompanhados por presunto, Martini com limão e Hercule.

E esses, de repente substituem Matulão porque tem um sabor tão diferente que até fazem rir. Amendoins com um sabor de humor e picante. A musica como pano de fundo e um olhar que ri. Tudo isso faz parte de um universo de amendoins. Olho para as nuvens e sinto-me tentada a empregar a palavra de felicicdade. São estes instantges que fazem a diferença. Mesmo sendo convencional! Sim, porque eu sou uma pessoa muto convencional.

Amendoins numa terça feira. Ups roubaram-me o presunto. E com ele foi aquele sensaçao de leveza. Pois, momentos de felicidade são apenas momentos, mas são por esses que as vezes vale a pena enfrentar tudo. Porque …. podem desaparece como o presunto.

Mas vale a pena te-los!!!!!!

Close your eyes, clear your heart… e a musica toca e oiço um assobiar e uma voz a cantarolar. Mas… definitivamente algo mudou em breves instantes.

Se calhar o Matulão é mesmo mais fiável. Mesmo assim, não esquecerei o sabor de amendoins sem marca, com presunto e um Martini (com limão – note-se).

Não quero comportar-me

•October 16, 2008 • Leave a Comment

Ontem tive a debater um assunto com um amigo. Depois quando fui dormir apercebi-me de algo que nunca tinha entendido dessa forma.

 

Ou seja, vamos localizar-nos:

 

Um homem interessa-se por uma mulher. Mesmo que a mulher não lhe faculte muita abertura ele PODE insistir com ela. Pode mandar sms, pode dizer que gosta dela, pode enviar beijos e sei lá o que mais, fazer convites, etc.  É aceitável.

Agora invertamos os papéis.

 

Não conheço nenhuma mulher que faça isso. Nós limitamo-nos à espera. Ou seja esperamos que nos envie uma sms, esperamos que nos telefone, esperamos que nos convide. ESPERAMOS. E ai de nós se formos rebeldes e não seguirmos esse padrão estipulado. Quando por um momento invertemos os papeis,  verificamos que não existe “retorno”, “tocamo-nos” e desistimos. Porquê? Para não sermos consideradas fáceis, oferecidas, mulheres desesperadas, com falta de…. coiso e tal, sei lá –  montanhas de argumentos. Mas o mais eficaz é o de não se fazer. Não somos ensinadas a fazer isso. Somos ensinadas a aguardar. A esperar.

 

Somos ensinadas e admito, esperamos até que seja o homem a dar esses passos.

Nós, recatadas – aliás nem isso. Quanto mais rebeldes e difíceis formos mais interessantes somos como objecto de conquista.

Contradição das contradições. Mas é assim mesmo.

 

Mas o que mais choca? É efectivamente termos que fazer o papel que nos exigem.

Mesmo que nos apeteça abordar uma pessoa, sem grandes protagonismos e esperanças não o fazemos. Mesmo que seja para simplesmente ter alguém novo para falar com quem simpatizamos. Sem grandes ideias.

Porquê? Porque o homem tem logo medo de estarmos a invadir o seu espaço, de parecermos desesperadas, de sermos chatas, de estarmos a ser fáceis demais, de estarmos a procurar um marido, um pai ou sei lá o que.  E nós? Desistimos. Podemos fazer no máximo uma a duas investidas. E Depois? Retiramo-nos.

 

Sabendo que não queremos um marido, não queremos ter uma relação tradicional, não estarmos desesperadas para ter sexo. Simplesmente tb gostaria de ter o direito de poder ser eu a fazer o papel inverso quando e se apetece.

Acho que os homens ainda não entenderam que também existem mulheres que gostam da sua liberdade, do seu espaço, que nem têm tempo nem paciência para ainda adoptar um homem.

 

Cenário inverso :

O homem que insiste é intitulado de persistente (não de desesperado), de apaixonado (não de chato ou melga), de lutador (não de oferecido). Que lindo!!!!!!!

 

Nunca tinha pensado sobre este tema neste aspecto

Agora pensei sobre ele. Chego à conclusão que com tanta conversa sobre a emancipação da mulher e tal, estamos na mesma em muita coisa. Ok, isso até nem é grande novidade.

Aliás o meu argumento sempre foi: Eu não quero ter os mesmos direitos dos homens, mas sim os mesmos privilégios. E este seria uma deles.

 

E os homens ainda estão mais na mesma. Fazem as suas avaliações, suposições e protagonismos como há décadas atrás. Necessitam de ser predadores e conquistadores. Mesmo os que pensamos que são modernos.(Claro que existem raras excepções e é bom conhecer essas especies raras, especialmente uma)

Mas de resto – Fiquem com o vosso papel!

 

Mas eu irei ser muito mais exigente com esses papéis desempenhados. Façam-os então a rigor. Porque podem ter a certeza que também os farei.

Mas denoto que ando cansada deste jogo de gato e rato. Após tantos anos cansa. Os padrões são monótonos, cansativos, iguais = comprimidos para dormir. São aborrecidos.

Acordem. Deixem-me inverter papeis sem sentir-me estúpida e ridícula.

Liberdade interrompida?

•August 8, 2008 • 2 Comments

Quando somos solteiras ouvimos muitas vezes que uma filho/a muda a nossa vida.

Mas ninguêm nos prepara realmente. Isso em todos os sentidos.

Mas quero escrever sobre o menos falado. Aquele que parece que é tabu na sociedade ou então somos catalogadas como más mães.

Como mãe solteira não estava e não estou preparada para todos os chamados afazeres. Mas até esses ainda podem ser relativizados. Falo da perca da liberdade.

Liberdade – aquela palavra tão forte que nos marca na juventudo. Tudo é invocado em nome da liberdade. E depois—- após termos ganho a luta pela mesma —- perdemos-a. Completamente.

Tudo o que era passa a não ser. Tudo a que nos habituamos deixa de ser. Estou a escrever isto e de repente tenho que sorrir. è incrível mas verdade que somos dominadas por um ser tão pequenino. Podemos lutar com os nossos pais, com os avós e sei lá quem, mas a “luta” contra o nosso filho perdemo-a antes de sequer a começar. 

A nossa praia passa a ser outra, a nossa comida passa a ser outra, as saidas passam a ser noites sozinhas, o cinema é substituido por parques (sem cafes e muitas vezes sem bancos), ter roupa passa para um plano secundário. Perfumes são substituídos por fraldas, jornais e livros por Rucas e Noddys. Dormir até mais tarde pq é fim de semana? Isso existe? A resposta está dada.

Nós, as pregadoras da liberdade, do individualismo, da liberdade em todas as suas vertentes passamos a ser dois em um. Passamos a ser um pacote. E que pacote!!!

Claro que agora seria a altura de falar das compensações. Ficaria bem. Mas não apetece.

Quero abordar os problemas com quais deparamos e que parece que são um tabu na nossa sociedade. Especialmente na portuguesa. De uma forma ou de outra é nos exigido conseguir tudo. Sermos tudo. E não se consegue. A não ser com dinheiro. Claro que uma Bibba Pitá se pode dar ao luxo de ter 5 filhos. Uma Angelina Jolie até chega aos 6. Mas essa não é a realidade do dia a dia. Com uma ama, uma cozinheira e alguêm a limpar a casa a realidade é muito diferente. E as festas podem continuar.

Quando ando de metro olho as caras das mulheres e penso: Como conseguem? Mulheres essas que não vão a festas que não tem um corpo escultural. Mulheres que não tem um personal trainer e para as quais isso passa para outro plano. Mulheres que raramente deverão ter algum prazer ou um hobby. Comparativamente com elaas até ainda posso estar contente. Essas são as verdadeiras mães.

E os filhos não sabem quanto esforço foi investido. Claro que muitos casamentos acabam. Não admira. O papel do homem ainda continua a ser em Portugal tao mínimo que assusta. Por muito que se fale, por muito que se veja —- não, nao venham com tretas. Bilu bilu é a realidade dos homens. Pouco muda para eles. Para a mulher muda tudo. Tanto que depois o homem até se pode interessar por outras. Porque afinal a dele já não tem os atractivos e a disponibilidade que ele precisa.

Afastei-me da temática. Nao queria envergar por esse caminho. Isso poderá ficar para outro blog. Mas como disse uma vez quero que os meus pensamentos sejam livres. Pelo menos aqui usufruir da liberdade.

Sim, eu sinto falta de improvisos, sinto falta de poder ir comprar tabaco ao final da tarde, de ir ao cinema, de ir à praia que eu gosto, de almoçar sem estar a olhar e levantar constantemente, de poder dormir num domingo, de ir correr, de ir dançar, de beber uns copos a noite, de ir ás compras, de flirtar, de ser irreverente, de poder sair das quatro paredes, de ser mais culta, de estar mais up to date, de ….. tanta coisa. 

Certamente que muitas mulheres ficarão chocadas. Não sei.

Ou então anda meio mundo a enganar o outro. Parece um tabu. Raramente oiço alguêm (mulher) se queixar. Porquê? Somos piores mães por admitir que sentimos falta de coisas que lutámos para alcançar, às quais nos habituamos. Sou má mãe por apetecer dormir até ao meio dia e ficar simplesmente uma tarde a ver tv ou um filme ou ir ás compras?

Acho que não.

Portanto começa uma nova luta. A luta em mim em aceitar que não sou igual a muitas outras, que quero opinar e que preciso de espaço e de liberdade às vezes. E finalmente entendo o pq dos meus pais a certa altura já não sairem. Entendo a acomodação a muitas coisas.

É tão fácil e simples a razão. Podes ser irreverente em qualquer idade. Mas dificilmente poderás ser irreverente enquanto mãe, sozinha e sem muito dinheiro (esta parte é importante e convem frisar). Como mãe solteira deparo-me com algumas dificuldades. E normalmente este tema é muito complicado de ser abordado quando se fala com o pai.

Mas é como uma amiga dizia. Tudo o que os pais (machos) pagarem será sempre pouco relativamente ao que nós pagamos. Porque existem coisas que não são pagáveis. Existem sacrifícios diários, pois pq são diarios, dia após dia sem parar que nos esgotam, que nos consomem. Qualquer valor estipulado será sempre pouco. Mas….. ai ao dizermos isto somos logo catalogadas como egoistas e “enganadoras” (não lembro do termo). Temos que descriminar os nossos custos com os filhos, timtim por timtim, listagens em excel. Mais tempo perdido. Se colocarmos efectivamente a verdade do dia a dia somos forretas e quase mal formadas.

O preço de ser mãe é alto para as mães. É sempre muito superior a qualquer pensão de alimentos que seja estipulada. Fico por agora por aqui.

Amo a minha filha!

Tabaco e chips

•July 17, 2008 • 1 Comment

Há uns dias quando ia para o Metro li no jornal “Metro” que os cães terão que usar um chip. Um chip que será propriamente dito cravado na pele do cão.

Hoje li que os carros terão que ter um chip!

A minha sensação é estranha relativamente a estas “novidades de mercado”. Cada vez mais parece que estou inserida num filme de ficção. Daqueles que viamos há 20 anos atrás e que achavamos muito giros, modernos e etc. Hoje em dia já não ando a achar graça nenhuma.

Cada vez sinto-me mais presa e controlada.

Primeiro foi o a lei do tabaco. Sim, sem dúvida faço parte daqueles agrupamentos de todas as idades e feitios que agora se encontram frente às porta de restaurantes, lojas, empregos. Ou seja, frente às portas pq passar as porta é expressamente proibido. …. a fumar claro.

Os preços do vicio vão aumentando que ás tantas já nem sei às quantas ando. Mas isso tb se deve ao facto de ser por natureza despistada e mais nada :-)

E agora esperam-nos os chips. Sinceramente acho que será somente uma questão de timing de nos aplicarem igualmente um chip. Um chip inserido na superficie da nossa pele. Com sorte poderemos escolher a côr. Será que ainda fica uma moda? Tipo …… tal e coiso comprei um vermelho as bolinhas brancas ou outro até muitooo fashion —- em tom de pele:-)

Mas o mais engraçado será certamente a informação inserida. A nossa informação. A nossa informação – fumador por exemplo. Pois, já por ai serei de segunda categoria. Mas certamente que não ficarei por ai.  Além disso creio ser alérgica a isso. Pelo menos neste caso seria uma boa alergia. :-)

Vi muitos filmes onde este tema era abordado. E nunca liguei muito. Era ficção scientifica!

Agora já não é. Estamos na realidade.

Resumidamente -  estou pessimista!

Good Morning …… Chips!

Nostalgia e uma cerejeira

•June 17, 2008 • 3 Comments

Não tenho escrito nada aqui e tenho estado somente a actualizar a página “My deviations”. Possivelmente porque ando completamente viciada nisso. Simplesmente não resisto e às vezes fico horas perdidas a navegar entre cores, formas, fantasias. Sem dúvida que é uma forma de estar entretida. Não penso quando estou dentro daquele mundo. E não pensar anda a ser um lema há uns tempos para cá.

Lembro que há uns anos atrás achava (e continuo a achar obviamente) que a nossa mente é algo de fantástico. Leva-nos ao passado, ao futuro, ao presente e tambêm a sonhos e fantasias. Os sonhos acordados e os sonhos sonhados:-) Enfim uma máquina do tempo inserida no nosso corpo. E nós, na maioria das vezes nem damos o devido valor. Contra mim falo. Sinto-me estranha a estar a escrever.

Antigamente gostava mais de escrever. Perdi esse hábito. Lembro ter começado uma história que se chamava “A sétima Onda” mas nunca a cheguei a acabar. Diz-se que devemos ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore. Considero que, mesmo não escrevendo um livro (substituo-o pelas minhas pinturinhas) falta mesmo o plantar uma árvore. Gostaria que fosse uma cerejeira. Há muitos anos, no Norte vi uma e disse isso mesmo.

Pelos vistos estou nostálgica. Sim, efectivamente sinto isso. A par disso sinto montes de outras coisas. Emoções e turbilhões de sentimentos. Mas isso pelo menos faz sentir viva. E isso, sim – é essencial! 

The First Time

•May 31, 2008 • 1 Comment

É a primeira vez que estou a escrever no meu Blog. Uau tenho um blog.

Sou uma mulher do século 21. Alías sinto-me agora mais confiante, mais segura, mais moderna, mais up-dated – enfim, sou alguêm. Porque afinal o que somos sem um blog, sem um micro-ondas?

Portanto estou hoje mais evoluida que ontem à noite. E isto tudo apõs uma secção de Bryce e ter aparecido Aladins Wonderlamp. :-) Obg!

Vou agora ficar por aqui para ver se consigo publicar isto na página ou não. Suspense!